segunda-feira, 20 de agosto de 2018

História de Vida (Parte I)

Desde criança quando ganhei uma agenda de presente da minha mãe, tinha um desejo de trabalhar em escritório, ter minha mesa bonita e arrumada. Bem, agora eu estou escrevendo essa história, sentado na minha mesa, no escritório da empresa que trabalho, porém sei bem que as coisas não param por aqui, pois hoje tenho outros sonhos a serem realizados.

Mais vamos lá...

Eu comecei a trabalhar com 18 anos, logo quando concluir o ensino médio. Foi um emprego de bilheteiro (Tirando passagens no guichê da Rodoviária) em uma empresa de transporte intermunicipal bastante conhecida na região. No começo foi um pouco complicado, pois não tinha a confiança do meu Encarregado pelo fato de ser muito novo, geralmente o período de treinamento nessa função é de no máximo 7 dias, eu fiquei entorno de 21 dias até pegar a minha ID de funcionário e ser responsável pelo meu próprio caixa. No começo fui super bem, apesar de não ter experiência e sem contar a responsabilidade de trabalhar com quantias consideradas altas que giram em dias de movimento, mais com o passar do tempo, fui ganhando a confiança de todos, inclusive do meu Encarregado. O meu primeiro grande teste, se assim posso dizer foi o feriado de São João, quando o movimento praticamente triplica era a minha chance de provar que já estava habituado ao trabalho e ter de vez a confiança de todos. Nesse dia 23 de junho eu desempenhei minha função com toda agilidade, educação e atenção do mundo, era o que imaginava pois ai veio a minha primeira decepção. Ao final do meu expediente às 21h ao prestar conta do caixa ao encarregado, era tanto dinheiro que nem conseguir deixar separado em maços de R$50 e R$100 totalizando R$1000 cada um, ao contrário coloquei todos os dinheiros embolados em sacos e dei um nó, pra não perder tempo, mais enfim ao prestar contas bateu tudo certo porém com uma ressalva... Havia uma nota de cinquenta reais falsa. Ele me olhou com um olhar tipo: "Já sabia que isso iria acontecer", e me pediu pra levar a nota para casa e no outro dia repor o valor para que pudesse trabalhar normalmente. Fiquei mal, cheguei em casa chorando, porém minha mãe me deu a quantia para levar no outro dia e disse que era tudo normal e que usasse tudo isso como aprendizado. E assim eu fiz, no dia seguinte retornei de cabeça erguida, devolvi o valor e reabri meu caixa. Eu sempre tive bastante atenção e curiosidade no trabalho, queria aprender um pouco de tudo. Como não tinha transporte na época, eu pegava carona em um, dos carros da Empresa que fazia linha para São Felix, pois saltava em frente a rua onde moro e com isso fui aprendendo a liberar os carros sempre que ia de carona para casa. Um belo dia de sábado quando já estava me preparando para fechar meu caixa e ir embora (Entrei 6:20h e sairia 14:40h) a encarregada do setor de arrecadação, mandou me chamar as pressas pois o único despachante que estava trabalhando no dia sofreu um incidente, bateu com a cabeça em uma barra de ferro que estava servindo de suporte para uma"cantoneira" que havia sido retirada do lugar, e ele não tava nada bem, sua testa sangrava muito e teve de ser levado as pressas para o hospital. Não havia ninguém para ficar no lugar dele nesse dia e nem o meu encarregado estava no Terminal. Pois bem eu avisei a tal encarregada que havia mandado me chamar que sabia desempenhar a função dele pois havia aprendido observando enquanto esperava o carro que pegava carona pra ir embora, e assim eu fiz, permaneci no lugar dele, liberando os carros que estavam saindo para seguir viajem e ainda fiscalizava os carros que chegavam de viajem e fiquei até o final do expediente, às 21:40h em um sábado que tinha começado a trabalhar as 6:20h da manhã.

Passado alguns dias, surgiu uma vaga para esse setor (despachante/fiscal) e os diretores da Empresa, sabendo do ocorrido me ofereceram a vaga e com isso tive a minha primeira promoção, onde passei a fazer parte da própria Empresa Santana, ter mais benefícios como planos de saúde, plano odontológico, horas extras diferente da função de bilheteiro que era terceirizada. No Natal desse ano o encarregado que era o mesmo, nos presenteou com um panetone e cada um com uma mensagem. A minha mensagem, minha mãe tem guardada até hoje rsrs! Ele agradeceu pela dedicação, se desculpou pelas dúvidas e insegurança que tinha no inicio e disse que na verdade sabia de todo meu potencial.

A nova função de despachante veio em um momento que estava tentando fazer uma faculdade e por decorrência do trabalho, optei pelo curso a distância na área de Segurança do Trabalho. As aulas presenciais eram sempre as quartas-feiras a noite e essa era a única condição que eu pedia, para ter as folgas nesse dia ou trabalhar no turno oposto. No começo tava tudo indo bem, porém eu comecei a ser escalado para trabalhar em algumas quartas a noite. Ao conversar com o encarregado ele dizia que poderia utilizar a troca do mês que tinha direito, porém como estava sempre coincidindo duas quartas a noite no mês, uma eu conseguia mudar já a outra eu perdia. Isso me deixou bastante irritado e contrariado e como se repetia, eu comecei a pensar em sair da Empresa pois não aceitava. Daí sem explicar o motivo, comecei a colocar atestado, pois tinha sofrido um acidente na época e usava uma tala no punho, até o dia em que fui chamado pelo meu encarregado para saber o que estava acontecendo pois até então nunca havia colocado atestado e dessa vez estava sendo com frequência. Expliquei minha indignação e o desejo de sair. Ele disse que perderia um dos melhores funcionários, mais que sendo a minha vontade iria passar a situação para a direção. Fui mandado embora, mais ouvir algo que me engrandeceu bastante, quando na época um dos diretores disse que pra funcionários como eu, as portas da empresa nunca estariam fechadas e caso quisesse retornar era só ir até a direção que teria meu emprego de volta.

Essa foi a primeira parte da minha história e da minha primeira promoção que recebi em uma empresa.

Quer saber mais... 

Aguardem as próximas postagens!!!

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